
Treze munições intactas, aparentemente de calibre .22, foram apreendidas pela Polícia Militar durante uma abordagem realizada no domingo, 30, nas proximidades da Praça Marco Aurélio Palácio, em Guajará-Mirim - RO.
De acordo com o registro policial, uma equipe da Rádio Patrulha realizava patrulhamento ostensivo nas proximidades da praça quando visualizou alguns indivíduos sentados em um banco em frente ao campo de futebol sintético. O comportamento do grupo chamou a atenção dos policiais, que decidiram realizar uma abordagem para averiguação.
Durante o procedimento, os policiais visualizaram uma mochila de cor preta e azul sobre o banco. Ao serem questionados sobre a propriedade do objeto, os abordados indicaram uma adolescente de 12 anos, que estava assistindo um jogo.
A adolescente foi chamada pela equipe e autorizou a verificação da mochila. No interior, os policiais encontraram uma sacola contendo 13 munições intactas, de calibre .22.
Questionada sobre a origem do material, a adolescente afirmou que não sabia que as munições estavam dentro da mochila. Segundo seu relato, o material pertenceria ao padrasto, que residiria em um sítio localizado na região da Reserva dos Pacaás Novos.
A adolescente explicou ainda que a mochila pertenceria à sua mãe e que havia retirado um notebook que estava em seu interior antes de sair de casa para participar de um aniversário. Sem verificar os demais compartimentos, teria colocado roupas e maquiagem no objeto e seguido para a festa.
Ainda conforme o relato, por volta das 21h30, ela deixou o aniversário e foi até a praça, onde aguardaria um primo que estava jogando futebol para, posteriormente, pegar uma bicicleta e retornar para casa.
Diante da localização das munições e por se tratar de uma adolescente, os policiais solicitaram o endereço da mãe e foram até a residência indicada.
No local, a equipe entrou em contato com a responsável, que foi informada sobre a apreensão. Segundo o registro policial, a mulher afirmou que as munições eram de sua propriedade e declarou que residia e trabalhava em uma reserva extrativista.
Ainda conforme a declaração prestada à equipe, as munições seriam utilizadas em atividades de caça. Questionada pelos policiais sobre a existência de autorização ou documentação para aquisição e posse do material, a mulher informou não possuir autorização específica.
A responsável foi orientada a acompanhar a filha até a Delegacia Regional de Polícia Civil para prestar assistência e acompanhar a formalização da ocorrência.
As 13 munições foram apreendidas e apresentadas à autoridade policial, juntamente com a adolescente e sua mãe, para que fossem adotadas as medidas legais cabíveis e apuradas a procedência, a propriedade e a regularidade da posse do material.
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