
Em meio à rotina de pagamentos, vendas, recebimentos, planejamento e gestão do negócio, alguns cuidados pessoais podem acabar ficando em segundo plano. Um deles é acompanhar regularmente as informações vinculadas ao próprio CPF, uma medida simples que pode ajudar a identificar fraudes, dívidas desconhecidas e movimentações que não foram autorizadas. Atualmente, diferentes plataformas permitem realizar consultas gratuitas e verificar informações importantes. É possível, por exemplo, pesquisar a existência de seguros registrados em nome do consumidor, consultar possíveis dívidas e verificar processos públicos relacionados ao CPF. Outra ferramenta importante é o Registrato, sistema disponibilizado pelo Banco Central. Por meio do serviço, o cidadão pode consultar informações sobre contas e relacionamentos bancários, empréstimos e financiamentos, além de verificar as chaves Pix vinculadas ao seu CPF. O acompanhamento dessas informações é importante principalmente para identificar registros que o titular não reconhece. Uma conta bancária desconhecida, um financiamento que nunca foi contratado ou qualquer outra operação suspeita deve ser investigada assim que for identificada. Nesses casos, a recomendação é procurar a instituição responsável, solicitar esclarecimentos, contestar o registro quando necessário e guardar protocolos e documentos relacionados ao atendimento. O SIMPI Rondônia alerta que a prevenção também deve fazer parte da rotina do empresário. Reservar alguns minutos para realizar essas consultas pode evitar que uma irregularidade descoberta tarde demais se transforme em prejuízo financeiro ou em problemas envolvendo o nome e o CPF. A entidade também está à disposição dos micro e pequenos empresários que tenham dúvidas ou encontrem dificuldades para realizar as consultas. Para orientações, o contato com o SIMPI Rondônia pode ser feito pelo número (69) 98406-9045.
Assista: https://youtu.be/Sk2F_jKCLo4
O advogado Marcos Tavares analisa os efeitos do Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas para pessoas físicas inadimplentes. A medida provisória que criou a iniciativa foi publicada no início da semana e contempla débitos originais de até R$ 10 mil, com inadimplência entre dois e quatro anos e meio.Um dos focos do programa são as dívidas de cartão de crédito, que podem crescer com o pagamento sucessivo de parcelas mínimas. Pela estimativa do advogado, o volume de inadimplência dentro dos critérios do programa chega perto de R$ 150 bilhões. Pelo mecanismo, o governo faz um leilão para comprar créditos das instituições financeiras, com deságio mínimo de 90%, e esse desconto seria repassado aos cidadãos que se enquadrarem nas condições. A dívida poderá ser quitada à vista ou parcelada, com juros ainda a definir.O cronograma começa com a publicação do edital do leilão, estimada para novembro. As instituições financeiras apresentam as propostas em dezembro, a homologação deve sair em janeiro e, em fevereiro, vêm a assinatura dos contratos e o repasse dos descontos aos inadimplentes.A operação deve custar cerca de R$ 15 bilhões à União, para pagar as instituições financeiras. Na avaliação do advogado, além de renegociar os débitos, o programa precisa evitar que os beneficiários voltem a se endividar depois da adesão.Segundo ele, é preciso acompanhar a execução da medida para saber se o programa realmente reduz a inadimplência e contribui para a educação financeira dos beneficiários.
Assista: https://youtu.be/PRSD0CvSb3o
Prazo para optar pelo regime híbrido do Simples Nacional é prorrogado para 30 de outubro e as Microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ganharam mais 30 dias para decidir se aderem ao regime híbrido da reforma tributária. O prazo, que terminaria em 30 de setembro, foi prorrogado para 30 de outubro de 2026. A mudança envolve a adoção do sistema baseado no IVA dual e, segundo o auditor e perito contador Vitor Stankevicius, a decisão deve considerar as características de cada atividade e os possíveis efeitos sobre a carga tributária da empresa. A opção feita até 30 de outubro poderá ser cancelada até 20 de dezembro. A análise, afirma Stankevicius, deve ser feita pelas empresas com seus contadores antes da escolha. Outra medida anunciada no fim de setembro é o Desenrola MEI, voltado a microempreendedores individuais com dívidas tributárias federais inscritas na Dívida Ativa da União. O programa começou em 1º de outubro e fica disponível até o fim de janeiro de 2027. Podem ser renegociadas dívidas de até cinco salários-mínimos, o equivalente a R$ 8.105, com entrada de 5% e parcelamento em até 55 vezes.
Assista: https://youtu.be/2BX3Z4Xxc98
Reforma tributária exige planejamento do caixa de pequenas empresas, e pode afetar o capital de giro e os preços praticados pelas pequenas empresas, além da competitividade e da escolha do regime tributário. A avaliação é de Salvatore Milanese, sócio-fundador da Pantalica Partners, que defende o planejamento financeiro durante o período de transição para as novas regras. Segundo Milanese, a análise precisa ir além da eventual redução da alíquota e avaliar como a nova tributação afeta o caixa e os preços de produtos e serviços, e se a empresa consegue aproveitar créditos nas compras de fornecedores. Os sistemas usados pelas empresas também entram na conta. Pequenos negócios nem sempre têm departamento tributário ou ferramentas específicas para acompanhar as mudanças, o que dificulta avaliar os efeitos da reforma na operação. O planejamento deve considerar os prazos de recebimento das vendas e de pagamento de fornecedores e tributos, além do aproveitamento de créditos. Com esses dados, a empresa consegue simular cenários e ver qual regime tributário se encaixa melhor na transição. Para algumas empresas, continuar no Simples Nacional pode ser a melhor alternativa, enquanto outras podem ganhar com um regime que permita aproveitar mais créditos tributários. O especialista diz que a escolha deve levar em conta os efeitos sobre o capital de giro e a margem do negócio. Escolher um regime inadequado pode reduzir a margem e a competitividade da empresa, e o impacto sobre o caixa pode comprometer verba de despesas como marketing e publicidade. Empresas atendidas pela Pantalica Partners já fazem simulações dos efeitos das mudanças durante a transição e depois da implementação da reforma tributária.
Assista: https://youtu.be/ZKTA60Axf80
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